sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Banco de questões - português

Oi gente, 

Aqui estão todas as questões que a professora de português passou:

Lusíadas - Inês de castro:


1. (PUC-SP)
Tu só, tu, puro amor, com força crua
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano.

Estavas, linda Inês, posta em sossego
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes ensinando e às ervinhas,
O nome que no peito escrito tinhas.


Os Lusíadas
, obra de Camões, exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa, entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande, humanizando os versos. O episódio de Inês de Castro, do qual o trecho acima faz parte, é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Desse episódio, como um todo, pode afirmar-se que seu núcleo central:

a) personifica e exalta o Amor, mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.
b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos.
c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro, legítima herdeira do trono de Portugal.
d) retrata a beleza de Inês, posta em sossego, ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.
e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.


2. (FUVEST) Considere as seguintes afirmações do crítico Hernâni Cidade, a respeito do discurso feito por Inês de Castro em Os Lusíadas:

“O discurso é uma bela peça oratória, concebida por quem possui todos os segredos do gênero. (...) Nele a inteligência sonctrutiva do clássico superou, no poeta, o sentimento da verdade psicológica. A idéia fundamental - põe-me em triste desterro, mas poupa-me a vida em respeito de teus netos - alonga-se por toda uma eloqüente oração ciceroneana, em que não faltam as alusões mitológicas apropriadas.“

Sobre as palavras do crítico e o conteúdo do episódio de Inês de Castro, é correto afirmar que:

a) pode-se considerar a fala de Inês de Castro um exemplo de peça oratória graças à intensa expressão lírica que o discurso apresenta;
b) uma das alusões mitológicas presentes no episódio relaciona-se a Vênus, deusa do Amor, responsável pela paixão trágica de Inês de Castro;
c) o tom oratório presente no discurso da personagem vem somar à expressão lírica a organização lógica das idéias, conferindo à enunciação um caráter argumentativo;
d) segundo o crítico, verificam-se elementos da oratória no episódio de Inês de Castro, os quais são resultado da capacidade do poeta de revelar a verdade psicológica dos personagens;
e) a idéia fundamental do discurso da personagem relaciona-se à tristeza em relação aos amores dos quais ela reconhecia não ter culpa, já que o verdadeiro culpado é Amor.


3. (POLI) Os versos a seguir pertencem ao Episódio de Inês de Castro, do poema épico Os Lusíadas:

Do teu príncipe ali te respondiam
as lembranças que na alma lhe moravam,
que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em pensamentos que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria.


Camões, Os Lusíadas.

Em relação à composição formal (rima, métrica, ritmo) do trecho, NÃO podemos afirmar:

a) Nesta estrofe ocorre a única exceção da perfeição formal em que dizem ter Os Lusíadas, pois apresenta um verso com 11 sílabas.
b) A rima, combinação de sons das palavras, feita ao final de cada verso é a famosa composição abababcc, que Camões usou nas 1102 estrofes de Os Lusíadas.
c) Fazendo a divisão das sílabas poéticas (como se canta) dos versos, o terceiro verso da estrofe seria: que/ sem/ prean/ te/ seus/ o/ lhos/ te/ tra/zi.
d) Como em todo o poema épico de Camões, essa estrofe apresenta 8 versos.
e) Na divisão silábica do sexto verso a palavra "voavam" separa-se "vo/a" e conta-se até "a", pois a sílaba "vam" é átona, por isso não deve ser considerada.


4. (FUVEST) Texto para a questão.

Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito (fruto)
Naquele engano da alma, ledo e cego, (alegre)
Que a Fortuna não deixa durar muito, (Destino)
Nos saudosos campos do Mondego, (rio de Coimbra)
De teus fermosos olhos nunca enxuito, (enxuto)
Aos montes insinando e às ervinhas (ensinando)
O nome que no peito escrito tinhas.


(Camões, Os Lusíadas, III, 120)

O trecho acima inicia o episódio de Inês de Castro, aquela que 'depois de ser morta foi rainha'. Sobre ele, aponte a alternativa incorreta:

a) Os versos correspondem à chamada 'medida nova' (decassílabos).
b) Os versos transcritos formam uma oitava-rima, que é a estrofe utilizada no poema.
c) Camões narra o fato como um episódio guerreiro dentro de Os Lusíadas.
d) Os três atributos destacados em Inês são a beleza, a juventude e a paixão.
e) A natureza é apresentada como solidária de Inês em seu amor por D. Pedro.

Os Lusíadas - O velho do restelo

1. (FUVEST) Leia o trecho de Memorial do convento, de José Saramago.

“Já vai andando a récua dos homens de Arganil, acompanham-nos até fora da vila as infelizes, que vão aclamando, qual em cabelo, Ó doce e amado esposo, e outra protestando, Ó filho, aquém eu tinha só para refrigério e doce amparo desta cansada já velhice minha, não se acabavam as lamentações, tanto que os montes de mais perto respondiam, quase movidos de alta piedade”.

Em muitas passagens do trecho transcrito, o narrador cita textualmente palavras de um episódio de Os Lusíadas, visando a criticar o mesmo aspecto de vida de Portugal que Camões, nesse episódio, já criticara. O episódio camoniano citado e o aspecto criticado são, respectivamente:

a) O Velho do Restelo; posição subalterna da mulher na sociedade tradicional portuguesa.
b) Aljubarrota; a sangria populacional provocada pelos empreendimentos coloniais portugueses.
c) Aljubarrota; o abandono dos idosos decorrente dos empreendimentos bélicos, marítimos e santuários.
d) O Velho do Restelo; o sofrimento popular decorrente dos empreendimentos dos nobres.
e) Inês de Castro; e o sofrimento feminino causado pelas perseguições das Inquisições.


2. (FUVEST) Sobre o episódio do Velho do Restelo, assinale a alternativa correta:

a) O discurso do Velho do Restelo tem significado complexo, na medida em que sua opinião se apresenta de maneira obscura: ele condena certos aspectos da expansão ultramarina ao mesmo tempo em que exalta o poderio bélico de Portugal.
b) Trata-se de um episódio de intensidade dramática, dadas as circunstâncias em que a cena ocorre e ao conteúdo do discurso proferido pela personagem, que nada mais é do que a opinião do próprio autor da epopéia.
c) A veemência do discurso do Velho do Restelo reside no apelo feito pelo próprio aspecto físico do personagem, que indica a sabedoria acumulada por quem se tornou, com o decorrer dos anos, humilde e resignado.
d) Embora surja como uma voz discordante em relação ao propósito de exaltação das Navegações apresentado pelo narrador épico, o discurso do Velho do Restelo mostra-se coerente com uma ideologia defensora da vida junto à Pátria e à Família.
e) A opinião do Velho do Restelo em relação às Navegações é, ao mesmo tempo, reacionária, uma vez que defende a conservação dos valores humanitários e familiares, e arrojada, já que o personagem prevê com sabedoria os desastres que resultariam das viagens.


3. (POLI) O episódio do Velho do Restelo representa um contraponto à glorificação das navegações portuguesas narradas por Camões em todo seu poema. Em seu livro Dialética da Colonização (Companhia das Letras, 1992), Alfredo Bosi considera o episódio como o anticlímax da narrativa. Para ele:

"A fala do Velho do Restelo destrói ponto por ponto e mina por dentro o fim orgânico de Os Lusíadas, que é cantar a façanha do Capitão, o nome de Aviz, a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana envolvida no projeto. (...) A viagem e todo o desígnio que ela enfeixa aparecem como um desastre para a sociedade portuguesa: o campo despovoado, a pobreza envergonhada ou mendiga, os homens válidos dispersos ou mortos, e, por toda parte, adultérios e orfandades. 'Ao cheiro desta canela/ o reino se despovoa', já dissera Sá de Miranda.
A mudança radical de perspectiva (que dos olhos do capitão passa para os do Velho do Restelo) dá a medida da força espiritual de um Camões ideológico e contra - ideológico, contraditório e vivo. (...)
No largar da aventura marítima e colonizadora o seu maior escritor orgânico se faria uma consciência perplexa: 'Mísera sorte! Estranha condição!'"


O "Camões ideológico e contra-ideológico, contraditório e vivo", ao qual se refere Alfredo Bosi, pode ser visto como um resultado de:

a) Um período marcado pelo bifrontismo [coexistência de um espírito medieval que não foi abandonado por completo e de uma visão clássica, antropocêntrica, mercantilista].
b) Um período essencialmente materialista, no qual o homem superou o dilaceramento entre o teocentrismo e o antropocentrismo, o que justifica Os Lusíadas como epopéia sem ambivalência.
c) Um período em que os ideais renascentistas exaltam a expansão do Império Luso, dentro de uma unilate-ralidade que impede o uso de ideais cristãos e medievais dentro de uma epopéia como Os Lusíadas.
d) Um período paradoxal, porém marcado por ideais pacifistas, já que Camões, em Os Lusíadas, não celebra feitos guerreiros, mas sim, fatos humanos.
e) Um período bifronte, mas rígido em valores espirituais, representados pelo Velho do Restelo, que enaltece glória, honra e fam.


4. (PUC-PR) Leia os textos que se seguem e responda à questão:

Fala do Velho do Restelo ao Astronauta
(José Saramago)

Aqui na terra a fome continua
A miséria e o luto
A miséria e o luto e outra vez a fome
Acendemos cigarros em fogos de napalm
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez,
E pusemos em ti nem eu sei que desejos
De mais alto que nós, de melhor e mais puro,
No jornal soletramos de olhos tensos
Maravilhas de espaço e de vertigem.
Salgados oceanos que circundam
Ilhas mortas de sede onde não chove.
Mas a terra, astronauta, é boa mesa
(E as bombas de napalm são brinquedos)
Onde come brincando só a fome
Só a fome, astronauta, só a fome.


Mar Português
(Fernando Pessoa)

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Que quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Os Lusíadas (Camões)

Ó glória de mandar , ó vã cobiça
Desta vaidade a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C´uma aura popular que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!


Os textos de Fernando Pessoa e de José Saramago são intertextuais em relação ao episódio do Velho do Restelo. Refletindo sobre a visão destes dois autores lusos, assinale a correta:

a) Saramago não faz referências críticas aos valores éticos ou existenciais, detendo-se na questão da guerra e do progresso.
b) Fernando Pessoa estabelece uma relação irônica com o texto camoniano, pois parodia o tom grandiloqüente da fala do Velho do Restelo, valendo-se de apóstrofes.
c) Os versos de Fernando Pessoa se assemelham aos do episódio do Velho de Restelo pela ausência de personificação.
d) Saramago e Fernando Pessoa não se valeram da perfeição formal camoniana, o que invalida o teor intertextual, que compreende apenas estrutura e conteúdo.
e) Saramago apresenta uma crítica universalizante que retoma o alerta feito pelo Velho do Restelo, atualizando-o.


5. (POLI) Interpretando a estrofe extraída do episódio do Velho do Restelo, inserida no poema épico Os Lusíadas, poderíamos concluir que os termos "fama" e "glória" são usados, na opinião da personagem, para:

a) Recuperar Portugal do gosto fraudulento, das crueldades e das mortes que as navegações propiciaram aos lusos.
b) Ocultar do povo experiente a degeneração moral que o expansionismo acarretaria.
c) Disfarçar os desastres, os abandonos e a corrupção moral para que o povo tolo pudesse se beneficiar materialmente da "máquina mercantil lusitana".
d) Enganar o néscio povo, para que este perceba que, por trás de palavras enobrecedoras, estão a cobiça fútil, a vaidade leviana e os perigos.
e) Enaltecer os navegadores, que morrerão no mar para defender a honra do povo simples.

6. (PUC-SP) No Canto IV de Os Lusíadas, denominado Episódio do Velho do Restelo, podemos encontrar:

a) idealismo e amor platônico;
b) imitação dos clássicos antigos como paradigmas;
c) preocupação com o estilo, confiança na Provid6encia divina, medida velha;
d) indicação de que o poeta tem preocupação exclusivamente platoniana;
e) orgulho nacionalista da auto-realização.


7. (Rio Branco) Em Os Lusíadas, de Camões, a posição expressa no discurso do “Velho do Restelo” é:

a) de incentivo à viagem de Vasco da Gama, com ênfase nas vantagens econômicas que poderiam advir para Portugal das ligações comerciais com a Ásia.
b) De incentivo à viagem de Vasco da Gama, com ênfase nas suas conseqüências para o fortalecimento político e moral do povo português.
c) De incentivo genérico ao empreendimento das navegações portuguesas, sem especificar as razões que as podiam justificar.
d) De crítica ao empreendimento das navegações portuguesas.
e) Indiferente à questão das navegações portuguesas.


8. (FUVEST) Considere as seguintes afirmações sobre a fala do "Velho do Restelo", em Os Lusíadas:

I- No seu teor de crítica às navegações e conquistas, encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram, experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito.
II- As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor, já velho e com um “saber só de experiências feito”.
III- A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou.

Está correto apenas o que se afirma em:

a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.


Os Lusíadas - Geral

1. (MACKENZIE-SP) Sobre o poema Os Lusíadas, é incorreto afirmar que:

a) quando a ação do poema começa, as naus portuguesas estão navegando em pleno Oceano Índico,portanto no meio da viagem;
b) na Invocação, o poeta se dirige às Tágides, ninfas do rio Tejo;
c) na ilha dos Amores, após o banquete, Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha, onde lhedescenda a "máquina do mundo";
d) tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama, a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias;
e) é composto em sonetos decassílabos, mantendo em 1.102 estrofes o mesmo esquemas de rimas.


2. (FUVEST) Leia os versos transcritos de Os lusíadas, de Camões, para responder ao teste.

Tu, só tu, puro Amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano.


Assinale a afirmação incorreta em relação aos versos transcritos:

a) A apóstrofe inicial da estrofe introduz um discurso dissertativo a respeito da natureza do sentimento amoroso.
b) O amor é compreendido como uma força brutal contra a qual o ser humano não pode oferecer resistências.
c) A causa da morte de Inês é atribuída ao amor desmedido que subjugou completamente a jovem.
d) A expressão "se dizem" indica ser senso comum a idéia que brutalidade faz parte do sentimento amoroso.
e) Os versos associam a causa da morte de Inês não só à força cruel do amor, mas também aos perigosos riscos que a jovem inimiga representava para o rei.


3. (POLI) Camões em alemão

"Nas pequenas obras líricas de Camões encontramos graça e sentimento profundo, ingenuidade, ternura, melancolia cativante, todos os graus de sentimentos mais debilitados, indo do prazer mais suave até o desejo mais ardente, saudade e tristeza, ironia, tudo na pureza e claridade da expressão simples, cuja beleza não podia ser mais acabada, e cuja flor não podia ser mais florescente. Seu grande poema, "Os Lusíadas", é um poema heróico no pleno sentido da palavra. Camões tira do poeta Virgílio a idéia de um poema épico nacional que compreenda e apresente, sob a luz mais fulgurante, a fama, o orgulho e a glória de uma nação desde suas mais antigas tradições."

(Esse trecho foi extraído do curso de Friedrich Schlegel (1772-1829), conceituado filósofo romântico alemão, sobre história da literatura européia, e publicado no Caderno Mais da Folha de São Paulo, em 21 de maio de 2000.)

Tendo em vista o texto acima, seria incorreto afirmar que:

a) em Os Lusíadas, Camões resgata alguns episódios tradicionais portugueses, como o de Inês de Castro.
b) em Os Lusíadas, Camões invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, a fim de que lhe dêem inspiração na construção deste seu poema heróico.
c) em Os Lusíadas, Camões canta a fama e a glória do povo português.
d) em Os Lusíadas, Camões narra a viagem de Vasco da Gama às Índias, sendo este navegador o grande herói português aclamado no poema.
e) em Os Lusíadas, Camões dedica o poema a Dom Sebastião, e encerra tal obra um tanto quanto melancólico diante da estagnação cultural portuguesa.


4. (UNISA) Assinale a alternativa incorreta, em relação a Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões:

a) Foi publicada em 1572.
b) Contém 10 cantos.
c) Contém 1102 estrofes em oitava rima.
d) Conta a viagem de Vasco da Gama às Índias.
e) N.d.a.


5. (UNISA) A obra épica de Camões, Os Lusíadas, é composta de cinco partes, na seguinte ordem:

a) Narração, Invocação, Proposição, Epílogo e Dedicatória.
b) Invocação, Narração, Proposição, Dedicatória e Epílogo.
c) Proposição, Invocação, Dedicatória, Narração e Epílogo.
d) Proposição, Dedicatória, Invocação, Epílogo e Narração.
e) N.d.a.

6. (FUVEST) Leia os textos que seguem.

Texto I - Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Fernando Pessoa

Texto II

“Em tão longo caminho e duvidoso
Por perdidos as gentes nos julgavam,
As mulheres co’um choro piedoso,
Os homens com suspiros que arrancavam.
Mães, esposas, irmãs, que o temeroso
Amor mais desconfia, acrescentavam
A desesperação e frio medo
De já nos não tornar a ver tão cedo."


Camões

A partir dos trechos e de seus conhecimentos de Os Lusíadas, assinale a alternativa incorreta.

a) O texto II pertence ao episódio “O velho do Restelo”, de Os Lusíadas, em que Camões indica uma crítica às pretensões expansionistas de Portugal, nos séculos XV e XVI.
b) Apesar das diferenças de estilo, tanto o texto de Camões quanto o de Fernando Pessoa indicam uma mesma idéia: a de que o caráter heróico das descobertas marítimas exige e justifica riscos e sofrimentos.
c) O fato de Camões, em Os Lusíadas, lançar dúvidas sobre a adequação das conquistas ultramarinas – o assunto principal do poema – contrapõe-se ao modelo clássico da epopéia.
d) Ainda que abordem uma mesma circunstância histórica e ressaltem as mesmas reações humanas, o texto de Fernando Pessoa e o episódio “O velho do Restelo” chegam a conclusões diferentes sobre a validade das navegações portuguesas.
e) Os dois textos referem-se aos sofrimentos que a expansão marítima portuguesa provocou.


7. (PUC-PR) Sobre o narrador ou narradores de os Lusíadas, é lícito afirmar que:

a) existe um narrador épico no poema: o próprio Camões;
b) existem dois narradores no poema: O eu-épico, Camões fala através dele, e o outro, Vasco da Gama, que é quem dá conta de toda a História de Portugal.
c) o narrador de Os Lusíadas é Luiz Vaz de Camões;
d) O narrador de os Lusíadas é o Velho do Restelo;
e) O narrador de Os Lusíadas é o próprio povo português.


8. (FUVEST) Em Os Lusíadas, as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum:

a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.
b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.
c) a manifestação de apego a Portugal, cujo território essas personagens se recusavam a abandonar.
d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador.
e) o emprego de uma linguagem simples e direta, que se contrapõe à solenidade do poema épico.


9. (UFRGS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, relacionadas aos Cantos I a Vida epopéia Os Lusíadas, de Camões:

( ) A presença do elemento mitológico é uma forma de reconhecimento da cultura clássica, objeto de admiração e imitação no Renascimento.
( )A disputa entre os deuses Vênus e Baco, da mitologia clássica, é um recurso literário de que Camões faz uso para criar o enredo de Os Lusíadas.
( ) Do Canto I ao Canto V lêem-se as peripécias da viagem dos portugueses até a sua chegada á India, quando eles tornam posse daquela terra.
( ) No Canto II, lê-se a narração da viagem dos portugueses a Melinde, cujo rei pede a Camões que conte a história de Portugal:

a)V— V— V— F
b) V — F — F — V
c) F — V — F — V
d)F — F — V— F
e) V — V — F — F


10. (PUC-SP) Dos episódios Inês de Castro e O Velho do Restelo, da obra Os Lusíadas, de Luiz de Camões, NÃO é possível afirmar que:

a) O Velho do Restelo, numa antevisão profética, previu os desastres futuros que se abateriam sobre a Pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de enfraquecimento e marasmo.
b) Inês de Castro caracteriza, dentro da epopéia camoniana, o gênero lírico porque é um episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro.
c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém, de onde partiam as naus portuguesas nas aventuras marítimas.
d) tanto Inês de Castro quanto O Velho do Restelo são episódios que ilustram poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa.
e) o Velho, um dos muitos espectadores na praia, engrandecia com sua fala as façanhas dos navegadores, a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana.


Lucíola

1. (UFOP) Em relação a Lucíola, de José de Alencar, assinale a alternativa incorreta.

(A) A obra apresenta muito adequadamente o tema da prostituta regenerada, bem ao gosto do Romantismo.
(B) O narrador tem, além dos leitores da obra, explicitamente uma interlocutora como personagem-leitora.
(C) A narrativa se constrói em dois tempos muito bem marcados: o da vivência e o da narração da vivência.
(D) A aparição de Maria da Glória resolve todos os problemas da personagem Lúcia, porque aponta o caminho da expiação da culpa, construindo um final feliz para a narrativa.
(E) A presença de muitos paradoxos românticos (virtude x vício, alma x corpo, amor x prazer, ingenuidade x devassidão, família x prostituição) é possível perceber nesse romance.


2. (UFOP) Assinale a alternativa incorreta a respeito de Lucíola, de José de Alencar.

(A) É Paulo – como protagonista – simultaneamente agente da narração e objeto da narrativa.
(B) É um romance que apresenta uma pluralidade de olhares narrativos, principalmente na caracterização da personagem Lúcia.
(C) É um romance que traz uma visão alienada da sociedade urbana do Rio de Janeiro, por focalizar unicamente o drama individual da protagonista.
(D) É através do distanciamento temporal que a narrativa se torna possível, pois a narração é ativada pela memória.
(E) É a protagonista construída em dualidade, uma vez que, dissociando corpo e alma, ela também tem dois nomes, duas casas, dois estilos de vida.


3. (UFLA) De acordo com a leitura da obra Lucíola, de José de Alencar, julgue as afirmativas e, a seguir, marque a alternativa CORRETA.

I. Há, em Lucíola, um clima de sensualidade constante, combinado com o ardor e sofrimento, bem no clima da literatura romântica que predominava na segunda metade do século XIX.

II. O romance entre os protagonistas, Lúcia e Paulo, “sacode”a Corte e provoca um excitado burburinho na sociedade. De um lado, a mulher que, sendo de todos, jurava não se prender a nenhum homem; de outro, o homem em dúvida entre o amor e o preconceito.

III. O foco narrativo é em 3ª pessoa; o narrador-observador não participa da história; com isso, há um forte apelo à imaginação do leitor.

IV. Em Lucíola, o amor não resiste às barreiras sociais e morais. Assim é o romance da bela Lúcia, a mais rica e cobiçada cortesã do Rio de Janeiro, e Paulo, um jovem modesto e frágil.

(A) Apenas a afirmativa I é correta.
(B) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.
(C) Apenas as afirmativas I e IV são corretas.
(D) Apenas as afirmativas I e II são corretas.
(E) Apenas as afirmativas I, II e III são corretas.


4. (UFLA) Leia o texto para responder à questão.

Uma mulher como eu não se pertence; é uma coisa pública, um carro de praça, que não pode recusar quem chega. (Fragmento - Lucíola - José de Alencar)

Pelas palavras da protagonista, percebe-se um forte desabafo. Esse sentimento é conseqüência

(A) de submissão, que é característica da própria personagem.
(B) do forte apego que Lucíola tinha à sua família.
(C) da impossibilidade de se manter como centro do poder e do domínio.
(D) de resignação, recusando-se a abandonar sua vida para viver com Paulo.
(E) de velhos preconceitos, já que a sociedade primava pelos bons costumes.


1. (UFOP) Em relação a Lucíola, de José de Alencar, assinale a alternativa incorreta.

(A) A obra apresenta muito adequadamente o tema da prostituta regenerada, bem ao gosto do Romantismo.
(B) O narrador tem, além dos leitores da obra, explicitamente uma interlocutora como personagem-leitora.
(C) A narrativa se constrói em dois tempos muito bem marcados: o da vivência e o da narração da vivência.
(D) A aparição de Maria da Glória resolve todos os problemas da personagem Lúcia, porque aponta o caminho da expiação da culpa, construindo um final feliz para a narrativa.
(E) A presença de muitos paradoxos românticos (virtude x vício, alma x corpo, amor x prazer, ingenuidade x devassidão, família x prostituição) é possível perceber nesse romance.


2. (UFOP) Assinale a alternativa incorreta a respeito de Lucíola, de José de Alencar.

(A) É Paulo – como protagonista – simultaneamente agente da narração e objeto da narrativa.
(B) É um romance que apresenta uma pluralidade de olhares narrativos, principalmente na caracterização da personagem Lúcia.
(C) É um romance que traz uma visão alienada da sociedade urbana do Rio de Janeiro, por focalizar unicamente o drama individual da protagonista.
(D) É através do distanciamento temporal que a narrativa se torna possível, pois a narração é ativada pela memória.
(E) É a protagonista construída em dualidade, uma vez que, dissociando corpo e alma, ela também tem dois nomes, duas casas, dois estilos de vida.


3. (UFLA) De acordo com a leitura da obra Lucíola, de José de Alencar, julgue as afirmativas e, a seguir, marque a alternativa CORRETA.

I. Há, em Lucíola, um clima de sensualidade constante, combinado com o ardor e sofrimento, bem no clima da literatura romântica que predominava na segunda metade do século XIX.

II. O romance entre os protagonistas, Lúcia e Paulo, “sacode”a Corte e provoca um excitado burburinho na sociedade. De um lado, a mulher que, sendo de todos, jurava não se prender a nenhum homem; de outro, o homem em dúvida entre o amor e o preconceito.

III. O foco narrativo é em 3ª pessoa; o narrador-observador não participa da história; com isso, há um forte apelo à imaginação do leitor.

IV. Em Lucíola, o amor não resiste às barreiras sociais e morais. Assim é o romance da bela Lúcia, a mais rica e cobiçada cortesã do Rio de Janeiro, e Paulo, um jovem modesto e frágil.

(A) Apenas a afirmativa I é correta.
(B) Apenas as afirmativas I, II e IV são corretas.
(C) Apenas as afirmativas I e IV são corretas.
(D) Apenas as afirmativas I e II são corretas.
(E) Apenas as afirmativas I, II e III são corretas.


4. (UFLA) Leia o texto para responder à questão.

Uma mulher como eu não se pertence; é uma coisa pública, um carro de praça, que não pode recusar quem chega. (Fragmento - Lucíola - José de Alencar)

Pelas palavras da protagonista, percebe-se um forte desabafo. Esse sentimento é conseqüência

(A) de submissão, que é característica da própria personagem.
(B) do forte apego que Lucíola tinha à sua família.
(C) da impossibilidade de se manter como centro do poder e do domínio.
(D) de resignação, recusando-se a abandonar sua vida para viver com Paulo.
(E) de velhos preconceitos, já que a sociedade primava pelos bons costumes.





Pouca coisa não? - só para lembrar ainda tem gramática e algumas partes dos lusíadas que não estão aqui e não sei se ela vai passar....

até,

Rafael



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